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Lâmina 11

Retinopatia diabética proliferativa

A retinopatia diabética (RD) corresponde a uma das alterações estruturais e funcionais causadas pelos efeitos lesivos da hiperglicemia crônica nos tecidos. Na retina, a hiperglicemia modifica o metabolismo celular, o fluxo sanguíneo retiniano e a competência capilar da retina. [3] É uma das causas mais importantes de perda visual em todo o mundo e principal causa de deficiência visual em pacientes entre 25 e 74 anos de idade. [2]
Nos estágios iniciais da doença, a RD pode ser assintomática, podendo apresentar alguns sintomas, como sensação de “cortina caindo”, “moscas volantes” e diminuição da acuidade visual em estágios mais avançados. [2]
A retinopatia diabética pode ser classificada em:
  • Não proliferativa (leve, moderada e grave)
  • Proliferativa: presença de neovascularizaçaõ originada no nervo óptico e/ou vasos da retina. [2]
A retinopatia diabética proliferativa é diagnosticada quando há a presença de qualquer uma dessas duas alterações:
  • Neovascularização;
  • Hemorragia vítrea. [2]
A neoformação vascular ocorre, principalmente, ao redor do disco óptico, mas também pode localizar-se em conexão com vasos retinianos em outras regiões da retina. No início da formação, apresentam-se como pequenos tufos cercados de tecido conjuntivo fibroso. Com a progressão da doença, formam extensas membranas fibrovasculares na cavidade vítria. [2]
O diagnóstico de RD pode ser feito através de exames como: exame de fundo de olho, fotografia da retina e avaliação automatizada dessas fotografias. [5]
O rastreio de RD em pacientes com DM deve ser feito da seguinte forma:
  • Em pacientes com DM1, o rastreio deve ser iniciado de 3 a 5 anos após o diagnóstico;
  • Em pacientes com DM2, o rastreio deve ser iniciado logo após o diagnóstico;
  • Se RD diagnosticada, os pacientes devem ser avaliados anualmente. [5]
Em pacientes com retinopatia diabética proliferativa grave e de alto risco, a fotocoagulação panretiniana em combinação com agentes anti-VEGF é sugerida, ao invés da fotocoagulação panretiniana isolada. [4]
 
Figura 1 – Retinopatia diabética proliferativa
Fonte: Adam, Rouilly AR 303, 2026
A partir da imagem, é possível observar áreas de hemorragias, exsudatos duros e moles (algodoados) e a presença de neovascularização, sugestivos de retinopatia diabética proliferativa.
Referências:
1.   SBRISSA, Renato A. Atlas do Fundo de Olho. 2. ed. Rio de Janeiro: Thieme Revinter, 2019. E-book. p.5. ISBN 9788554650964. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788554650964/. Acesso em: 24 abr. 2026.
2.   DONALD J D’AMICO, Anjali R. Shah. Diabetic retinopathy: Classification and clinical features. Disponível em: <https://www.uptodate.com/contents/diabetic-retinopathy-classification-and-clinical-features>. Acesso em: 26 maio. 2026.
3.   SILVA, Paolo Sandico. Diabetic retinopathy: Pathogenesis. Disponível em: <https://www.uptodate.com/contents/diabetic-retinopathy-pathogenesis>. Acesso em: 26 maio. 2026.
4.   DONALD J D’AMICO, Anjali R. Shah. Diabetic retinopathy: Prevention and treatment. Disponível em: <https://www.uptodate.com/contents/diabetic-retinopathy-prevention-and-treatment>. Acesso em: 26 maio. 2026.
5.   SILVA, Paolo Sandico. Diabetic retinopathy: Screening. Disponível em: <https://www.uptodate.com/contents/diabetic-retinopathy-screening>. Acesso em: 26 maio. 2026.
Material desenvolvido sem fins lucrativos, destinado exclusivamente ao estudo e aprendizado de estudantes da área da saúde.

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