Lâmina 12
Fotocoagulação a laser
A fotocoagulação a laser ou fotocoagulação panretiniana é uma técnica de tratamento para retinopatia diabética, que utiliza comprimentos de onda que atravessam os meios oculares e criam queimaduras focais que envolvem o tecido retiniano. [1]
De acordo com estudos recentes:
O risco cumulativo de desenvolver perda visual grave em 6 anos foi reduzido em mais 50% nos olhos tratados com fotocoagulação;
A regressão da neovascularização ocorreu em 21 a 62% dos olhos um ano após a fotocoagulação, variando de acordo com o nível de controle glicêmico durantes os períodos de pré-tratamento, tratamento e pós-tratamento. [1]
Alguns efeitos adversos podem incluir:
Dor durante o tratamento;
Aumento transitório da pressão intraocular;
Diminuição da visão, do campo visual e da adaptação ao escuro;
Desenvolvimento de edema macular.
Efeitos adversos raros:
Abrasões corneanas, midríase, deslocamento ou hemorragia da coroide e deslocamento exsudativo da retina.
A dor durante o tratamento a laser é altamente variável e acredita-se que dependa dos seguites fatores:
Duração das aplicações de laser;
Tratamentos a laser anteriores;
Ansiedade do paciente.
Figura 1 – Fotocoagulação a laser
Fonte: Adam, Rouilly AR 303, 2026
A partir da imagem, é possível observar uma retina tratada recentemente com fotocoagulação a laser. Pode-se identificar também evidências de neovascularização no disco óptico.
Referências:
1. DONALD J D’AMICO, Anjali R. Shah. Diabetic retinopathy: Prevention and treatment. Disponível em: <https://www.uptodate.com/contents/diabetic-retinopathy-prevention-and-treatment>. Acesso em: 26 maio. 2026.
Material desenvolvido sem fins lucrativos, destinado exclusivamente ao estudo e aprendizado de estudantes da área da saúde.